E uma criança veio me perguntar sobre o 13 de maio. Ao olhá-la remeti-me a um caso de infância, quando a professora de história me contou como era boa a Princesa Isabel. Afinal, graças à ela, eu era um cidadão livre. E como era lindo o ideal de liberdade. Mas mesmo com toda a minha inocência à época, eu era questionador e tinha algo nessa história que não fazia muito sentido. E tão natural como minha perturbação se manifestava no coçar a cabeça, veio a afirmação:
Eu não me sinto livre!
Ali, de pé , a procurar uma forma clara e realista de descrever o 13 de maio para aquela criança, lembrei-me de várias coisas. Lembrei-me da notícia que havia lido na Folha OnLine em relação à pesquisa do Instituto Ethos e do Ibope . A pesquisa expunha a porcentagem de negros que ocupam cargos de nível executivo nas maiores companhias brasileiras (apenas 3,5%). Números esses extremamente contraditórios se considerarmos os dados do IPEA, que indicam que negros e pardos serão maioria absoluta em 2010. Enfim, pensei em tudo isso. Mas a melhor definição que encontrei para o 13 de maio foi a mesma de 12 anos atrás.
13 de maio : dia de reflexão!
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